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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Comissão aprova piso salarial de R$ 4,5 mil para PMs e bombeiros

Major Fábio, que mudou o texto original da PEC: Constituição veda a equiparação salarial.


Deputados se reúnem nesta quarta-feira para analisar e votar três destaques apresentados ao texto. Um dos destaques equipara os salários aos do DF.

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08 aprovou nesta terça-feira relatório que define o piso salarial de R$ 4.500 para policiais militares e bombeiros.
Também foi definido um segundo piso para o primeiro posto de oficial - 2º tenente - no valor de R$ 9 mil.

A comissão se reúne nesta quarta-feira para analisar e votar três destaques. Dois do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor da PEC, que reconstituem a proposta original com a retirada do piso e a equiparação com os salários do Distrito Federal.

Outro destaque, do deputado Francisco Tenório (PMN-AL), inclui os policiais civis na proposta.Concluída a análise na comissão especial, a PEC ainda precisará ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara e depois ser encaminhada ao Senado.

Inconstitucional

O texto original da PEC determina a equiparação dos salários de policiais e bombeiros de todo o País aos proventos recebidos no Distrito Federal. No entanto, o relator da proposta, deputado Major Fábio (DEM-PB), retirou esse dispositivo por considerar que a Constituição veda a equiparação salarial.
Ele observou ainda que não há como saber o valor exato dos vencimentos dos policiais militares no DF, porque as remunerações variam de acordo com a função exercida.

Mobilização

Major Fábio destacou que um policial militar que trabalha no Rio de Janeiro e ganha R$ 900, ao passar para o piso de R$ 4.500, vai poder dar melhores condições de vida para sua família, trabalhando com mais segurança.
"Essa PEC significa a mobilização de todos os policiais militares e bombeiros do Brasil", disse Major Fábio, que percorreu quase todas as capitais do País e viu "um movimento ordeiro como é característico dos policiais militares e dos bombeiros militares".

Fundo único

Faria de Sá, que vai tentar aprovar seu destaque na quarta-feira para reverter o texto, lembrou que os salários do DF já são pagos pelo Governo Federal, por meio de um fundo, que na sua opinião deve ser ampliado para todo o País.
O parlamentar argumenta ainda que a remuneração adequada é a melhor forma de acabar com os bicos de policiais e bombeiros e garantir a esses profissionais o direito de se capacitar e ficar mais tempo com sua família.

fonte: site da câmara dos deputados federais.

A PEC 41


O líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR), anunciou que pretende coletar assinatura de todos os líderes partidários para que sejam acelerados os prazos de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 41/08) que cria o piso salarial nacional dos policiais e bombeiros.
A proposta, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), já foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e está pronta para inclusão na ordem do dia do Plenário.
O senador lembrou que os líderes recentemente concordaram com a realização de sessões extraordinárias seguidas para cumprir prazos e votar a emenda que transferiu parte dos servidores do ex-território de Rondônia para a folha salarial da União.
Um projeto de emenda à Constituição, depois de passar pelas comissões, tem de ser discutido por cinco sessões no Plenário, para votação em primeiro turno. Depois, se não receber emendas - que podem levá-lo de volta às comissões -, ele deve ser discutido durante três sessões, para a votação em segundo turno. Em seguida, o projeto é enviado ao exame dos deputados.
Osmar Dias concorda inteiramente com a proposta que beneficia os policiais e entende que a redução da criminalidade se dará não apenas pela compra de armas e equipamentos modernos ou com estratégias sofisticadas.
Para ele, é fundamental que se dê um salário melhor aos policiais para exercerem suas atividades.
O senador lembrou que cada estado paga um salário diferente para os policiais, informando que no seu estado, o Paraná, o vencimento inicial de um policial é de R$ 1.600, enquanto na vizinha Santa Catarina é de R$ 2.000.
Disse ainda que o Paraná precisa urgentemente fazer concurso para contratar mais 5 mil policiais. Em aparte, o líder do PSB, senador Antônio Carlos Valadares (SE), disse que assinará o requerimento para apressar a votação da PEC 41/08.
João Tenório (PSDB-AL) disse que apoia a instituição de um piso nacional para os policiais.

Plano de carreira eleva salário de PM no Distrito Federal

Leonencio Nossa e João DomingosBrasília (AE) - Diante de uma plateia histérica de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na sexta-feira (06 OUT 09) a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal, que significará de imediato em um aumento de 68,4% nos salários dos profissionais.
O policial militar (PM) de Brasília já tinha a melhor remuneração do País da categoria.

Agora, na capital, o PM em início de carreira ganhará, líquido, R$ 4.000,00. Em Estados como Alagoas, Pernambuco, o salário inicial não chega a R$ 900,00.

Presidente Lula é homenageado durante solenidade em Brasilia

Depois de colocar um capacete de bombeiro do DF e ser ovacionado diversas vezes por cerca de sete mil militares, Lula admitiu que o reajuste será um “risco” pois os policiais de outros Estados não terão o mesmo aumento.

“Nós corremos um risco, viu, Arruda? Porque, a partir do que aconteceu em Brasília, vamos ter outros Estados querendo”, disse o presidente ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

“Eu sei que muitos aqui já mandaram cartinhas, telegramas e telefonaram para os companheiros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para dizer: ‘olha, aqui nós conseguimos pô, vamos em frente."

Lula ressaltou que é “importante levar em conta o poder do cofre dos Estados”. “Nem todo Estado pode dar a mesma condição de Brasília”, completou.

O que o presidente Lula não disse em seu discurso é que, diferentemente de outras unidades da Federação, quem paga os salários dos policiais militares de Brasília é o governo federal.

Lula disse que queria a “compreensão” da plateia para a questão da falta de reajuste nos Estados e sinalizou que uma mudança de salário em outras unidades só ocorrerá em outro governo.

“Se o país continuar crescendo no próximo ano, em 2011 e 2012, a gente vai poder fazer uma concertação para que todos possam viver com dignidade e respeito”, disse.

O presidente levou a tiracolo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que ajudou a elaborar o projeto, que virou lei, e que é sua candidata preferida para a disputa presidencial de 2010.

Dilma, também bastante aplaudida pelos militares, ressaltou a importância do novo salário deles para suas famílias.

Presidente critica jornada de trabalho dos policiais

No início do discurso, Lula rasgou elogios apenas para os bombeiros.

Ele disse que o bombeiro é a profissão mais admirada do mundo e que toda criança já sonhou em um dia seguir a carreira.

Só em seguida, Lula falou da importância da carreira de policial, lembrando, porém, que nas mesas de bares esses profissionais são muito criticados, completando que até Deus é colocado em xeque pelas pessoas.

Por fim, o presidente criticou a atual jornada de trabalho da categoria, de 24 horas de trabalho por 72 de folga.

Segundo ele, “só Papai Noel acredita que o ser humano não dê uma cochiladinha durante 24 horas de trabalho”.

Lula ainda falou da importância de acabar com os bicos da profissão.

“Se eles fizerem bicos, já estamos correndo riscos”.
“A única hipótese para não termos um policial levando propina da bandidagem é que esse policial ganhe o suficiente para cuidar de sua família”, completou.

Com o novo plano de carreira, no Distrito Federal, a carreira de policial militar e bombeiro passa a ser de nível superior.

Quem já está na profissão terá incentivo para fazer a faculdade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PEC 300 em Sergipe

A luta pela PEC 300 não pode parar. Centenas de policiais e bombeiros militares realizaram em Aracaju - Sergipe, mais uma caminhada em busca da vitória. O evento aconteceu na tarde da sexta-feira (30/10), culminando com uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa, a qual contou com a participação do Deputado Federal Mendonça Prado.


Entenda a PEC 300

O que é Pec 300?

Proposta de Emenda à Constituição nº 300-A, de 2008, do Sr. Arnaldo Faria de Sá, que "altera a redação do § 9º, do artigo 144 da Constituição Federal". Estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos.


Qual o caminho da PEC 300?

NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

1) CCJC da Câmara

Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJC). É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, chamada tramitação, rumo à aprovação.
A CCJC dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, dizemos que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial. Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decide pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJC tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário. A PEC em questão, por sua vez, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida. Para dar o parecer da CCJC, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.
O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJC, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado. Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas.
O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra. Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão. Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros. Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJC.

2) Comissão Especial:

Aprovada na CCJC, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, ou seja, a análise de seu conteúdo, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição. Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada. O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição. Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas atenção: para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão. O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.

3) Plenário da Câmara

Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto , há algumas regras a serem seguidas.
É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.
Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.
Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.
A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.

NO SENADO FEDERAL

4) CCJ do Senado

O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.
Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.

5) Plenário do Senado

Aprovada na CCJC, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos.
São necessários, na legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.
Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.
O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:
Rejeitar a proposta - a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura.
Dizemos que está com impedimento constitucional.
Propor alterações - a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.

6) Promulgação

Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado pelo congresso nacional. Como é uma emenda à constituição, quem vota e discute a emenda é o constituinte derivado.

PEC 300 em Alagoas

Nesta quinta-feira (29/10/2009), ás 16h, cerca de mil oficiais e praças do corpo de bombeiros e da polícia militar compareceram na sede da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares do Estado de Alagoas (ASSMAL), no bairro do Trapiche, para a reunião à favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300 que foi realizada com o objetivo da classe de unir forças para mostrar interesse pela aprovação. E mobilizar os políticos e a sociedade civil organizada para que sejam favoráveis à aprovação da PEC 300.
Após a reunião foi realizada uma marcha, puxada por um trio-elétrico, desde a sede da ASSMAL até a Praça da Faculdade, no Trapiche.
Os deputados federais Chamariz, Francisco Tenório e Major Fábio também participaram da caminhada. “É preciso equiparar os salários dos policiais militares e bombeiros no valor de R$ 4.200 urgentemente para que possamos fazer jus a frase que existe na bandeira nacional ‘Ordem e Progresso’ e ao aprovar a PEC 300 os políticos estarão dando melhores condições de trabalho a todos os militares de garantir a segurança dos brasileiros”, disse o deputado federal Major Fábio, mas que também é relator da PEC.
O senador Renan Calheiros, do PMDB, também esteve presente na ASSMAL e disse que assim como os professores merecem uma valorização do salário para uma melhor qualificação da educação no nosso país, os militares também devem receber um alto salário para compensar a sua árdua atividade. Outro que apoiou a marcha e a aprovação da PEC 300 foi o deputado estadual Álvaro Guimarães, do PSB, “É preciso igualar os salários dos militares daqui com os de Brasília porque muitas vezes os nossos policiais têm, além da pouca estrutura, mais trabalho com relação á violência do que os PMs de Brasília”, afirmou Álvaro.


PEC 300 no Rio de Janeiro

No domingo (25/10/2009) o Major Fábio retornou ao Rio de Janeiro, o parlamentar participou de mais uma Marcha em defesa da PEC 300.
No Rio de Janeiro a Marcha chamou atenção dos banhistas e turistas que freqüentam as praias cariocas. O evento foi realizado no momento em que o Rio de Janeiro enfrenta uma grave crise nos seus instrumentos de promoção de segurança pública.O Major Fábio voltou a defender a PEC 300 como mecanismo capaz de combater o crime organizado.
É impossível compreender como o Rio de Janeiro paga um dos piores salários do Brasil?”, foi com esse tema que o Major Fábio direcionou sua participação na Marcha.