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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ATIVO DE HOJE, SERÁ O INATIVO DE AMANHÃ ACORDEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

União dos blog  militares, diante dos descasos que estão ocorrendo com os nosso defensores anônimos da nossa sociedade Pernambucana, POLÍCIAIS MILITARES, a onde está os direitos humanos QUE TANTO PREZAM PELA VIDA.
Inativos da PMPE - Um herói abandonado

Operacional, corajoso, dedicado. São muitas as qualidades para descrever o policial militar Braulino Cabral da Silva. O reconhecimento e elogios são concedidos pelos amigos e parentes. Ele é mais um dos esquecidos pela Polícia Militar de Pernambuco. Lotado no 11º BPM, estava de serviço quando foi acionado para atender uma ocorrência. A informação inicial é de que seriam apenas dois elementos.

Ledo engano. Ao chegar ao local, o policial e outro colega de profissão (a guarnição tinha apenas dois PMs) eles encontraram cinco homens. Após uma perseguição aos meliantes, Braulino caiu de uma altura de 15 metros, quebrou a coluna e teve a medula comprimida. A partir de então, sem os movimentos das pernas, ele sofre com dores constantes na coluna. Gasta 40% do salário com medicamentos.

Braulino faz fisioterapia as segundas, quartas e sextas-feiras. Solteiro, sem filhos, paga uma acompanhante para cuidar dele e da casa própria, em Camaragibe. Foi reformado como Cabo, perdeu todas as gratificações (Risco de vida, motorista, alimentação), o que resultou na diminuição de 70% do seu salário.




Braulino foi do 11º BPM, mas na época do acidente estava no 20º BPM.



Inativos da PMPE - Renda foi reduzida de R$ 3 mil a apenas R$ 190


Imagine ter a renda reduzida de R$ 3 mil para apenas R$ 190,00, da noite para o dia? Foi o que aconteceu com a policial militar Márcia Verônica Cunha da Silva. Lotada no 6º BPM, ela estava de serviço no batalhão, quando machucou o pé após cair da escada. Encaminhada ao Hospital da PM, nada foi diagnosticado. Volto a trabalhar mesmo sentindo dores. Após 40 dias e fisioterapia, decidiu trocar de médico e descobriu que a pele do pé estava necrosando.

Hoje, após duas cirurgias, uma perna está mais curta do que a outra. Márcia está em processo de reforma, pois não tem condições de voltar ao trabalho. Casada (marido está desempregado) e com três filhos, mesmo na Ativa a renda já não era suficiente. Sendo assim, ela atuava na Patrulha Escolar e era chefe de Monitoração de uma empresa do Shopping Tacaruna.

Devido ao problema do pé, ela teve de abandonar tudo. Deixou de receber as gratificações de risco de vida, etapa de alimentação. Paga aluguel pois não tem casa própria. Mora na UR2 – Ibura. Hoje complementa a renda fazendo e vendendo artesanato em massa de biscuit. Ganha entre R$ 100,00 e R$ 500,00, dependendo da época. Ela garante que tem meses que mal dá para fazer a feira. Já pediu ajuda para ganhar cesta básica e chegou a acumular 12 contas de luz, sem pagar.


Márcia Verônica era lotada no 6º Batalhão

Inativos da PMPE: Estresse tira PM das ruas

O estresse do cotidiano, bem como a falta de cuidados com a saúde resultaram num Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como AVC. Foi assim que a policial militar, Cabo Joelma Silva do Nascimento perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo. Ela era lotada da DGO.

Desde setembro de 2009, a luta de Joelma é conciliar o apertado orçamento com as necessidades que a sua saúde exige. São mais de sete remédios ao dia. Alguns custam mais de R$ 100 a caixa. A fisioterapia para recuperar os movimentos é feita com o apoio do genro, estudante da área.

Separada, ela mora em casa alugada (R$ 450,00), em Ouro Preto – Olinda, e mantém dois filhos. Não tem carro e depende de apoio dos amigos e familiares para ir a algum lugar. O único apoio recebido por parte da Polícia Militar foi a doação de uma cama hospitalar. A situação financeira de Joelma piorou devido ao grande número de empréstimos consignados. Todos feitos na tentativa de saldar dívidas.



Joelma teve um AVC









Inativos da PMPE: Havia uma carroça no meio do caminho

 
Na noite de 25 de março de 2006, o policial militar Antônio Gomes da Silva, foi escalado para trabalhar em Feira Nova. Ele era lotado no 22º BPM. No percurso, saindo de Limoeiro, mesmo cansado, pilotava uma moto quando surgiu uma carroça no meio do caminho. Cochilando, ele bateu em cheio e acordou com o impacto da pancada.
Foi encaminhado ao Hospital Otávio de Freitas e após uma semana, adquiriu infecção hospitalar. Um ano de luta para não perder a perna mas a amputação foi inevitável. A ferida cicatrizou há poucos meses e os gastos com medicação foram altíssimos. Sem contar com a diabetes e a hipertensão. 
O salário está todo comprometido com empréstimos. Antes do acidente, Antônio recebia uma gratificação por trabalhar numa cadeia e tinha viração num mercadinho. Hoje, ele vende óleos automotivos para complementar a renda. Consegue pelo menos uns R$ 100,00. Mantém a esposa e três filhos. A casa é própria, localizada em Carpina.
 

 
Após meses de muito sofrimento, perna de Antônio foi amputada



                                                                                          


                                                                                                
                                                                                            
Inativos da PMPE: sofrimento em dose dupla

                                                                             

 
O policial militar 3º Sgt Waldemar Coelho da Silva Neto era lotado no 13º Batalhão, onde fazia parte da 2ª seção. Em 1991, durante uma ocorrência em serviço, recebeu um tiro, o qual atingiu a 7º vértebra e o deixou paraplégico. Passou um ano e dois meses no hospital. Foi reformado, perdeu a viração.
Inicialmente, recebia alguns medicamentos através do Hospital da Polícia Militar. Há alguns meses, o remédio deixou de ser repassado. O osso infeccionou e ele teve que amputar a perna esquerda. Os gatos com curativos, remédios, sonda, esparadrapos chegam a R$ 600.
Waldemar também mantém a esposa e dois filhos, os quais estudam em escola particular. Não tem plano de a saúde. Mora em casa própria no Pina; possui um carro, o qual foi adaptado para que ele mesmo pudesse dirigir. Ainda hoje aguarda o devido pagamento da gratificação de incapacidade. Ele é mais um que só recebe R$ 400,00. 
 

 
Waldemar é um dos poucos que tem casa própria e carro adaptado



                                                

 





Inativos da PMPE - Quase duas décadas numa cadeira de rodas


Em 1982, o policial militar João bispo da Silva estava saindo de serviço, quando sofreu uma emboscada no Ibura. Recebeu dois tiros: um deles atingiu a coluna e o outro pegou no ombro. Bispo ficou paraplégico. Mexe os braços mas perdeu a sensibilidade das mãos. Na cadeira de rodas, ele depende totalmente da ajuda da esposa.
Para garantir o devido pagamento da gratificação de incapacidade, Bispo entrou na Justiça. Mesmo assim, os gastos são muitos, principalmente o colchão d’água, fundamental para dar maio conforto ao mesmo. O material dura apenas seis meses e cada um custa R$ 96,00. Porém é primordial para evitar ferimento nas costas, especialmente na área onde recebeu 120 pontos cirúrgicos. 
 A vida de um paraplégico não é fácil. O uso de sonda provoca infecção urinária e o tratamento deve ser feito à base de antinflamatórios e antibiótico. Na última vez, foram gastos R$ 23 por cada uma das dez injeções do tratamento que ele recebeu. Existem ainda os gastos com seringa, soro fisiológico, água destilada, esparadrapo, bolsa de coleta e um óleo especial.
Vez ou outra consegue apoio de um amigo e muito raramente da Polícia Militar de Pernambuco. Há ainda gastos com mensalidade da casa em Caetés III, financiamento do carro, alimentação e pensão alimentícia para três filhos do primeiro casamento.  Sem contar com a cadeira de rodas. Cada uma, custa em média, R$ 1.500,00.
 

 
Bispo: cada dia é uma luta para sobreviver





 
 






Inativos da PMPE - Espingarda 12 nas costas

 
Morador do município de Aliança, o policial militar Marcondes Agostinho da Silva estava passeando de carro, quando desceu para falar com uma criança da região. Dois meliantes avistaram a sua arma e o abordaram. Ele reagiu. Resultado: levou um tiro de espingarda 12, nas costas. Passou 18 dias internado.
O fato aconteceu há pouco mais de dois anos mas ele sente ainda muitas dores. Fez fisioterapia durante um tempo mas não surtiu efeito. Atualmente, seus gastos com a saúde ultrapassam os R$ 500,00, sendo R$ 300,00 com médicos particulares.
Ele não usa o Hospital da PMPE por ser distante e acredita que o mesmo não presta o atendimento devido. Casado, sem filhos, mora em casa própria. Tem carro e o mesmo foi adaptado para que ele possa dirigir sozinho. Perdeu todas as gratificações, inclusive a de motorista.          
 

 
Marcondes: sem plano de saúde e em acesso ao Hospital da PMPE






 




2 comentários:

  1. Devemos acordar para o amanhã, pois o ATIVO DE HOJE é o inativo de AMANHÃ, se estiveres com saúde graças a Deus, se não tiveres, iras sofrer o esquecimento do governo dos amigos e as vezes de familiares, estarás só, este só é que doi, não deixe isso acontecer, VAMOS NOTIFICAR EM NOSSOS BLOGs a situação real de nossos companheiros e irmãos de farda.

    Aurélio

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  2. Muito bom essa iniciativa tomada nos blogs,por parte de alguns, que enchergan o amanhã!Sei o quanto é difício a vida de um policial na ativa, e sei também quanto é mais difício ainda do militar inativo(reformado por invalides ou incapás)pois vivi o momento na ativa; e hoje vivo na incapacidade definitiva; o mais triste é ver as conquista feita pelos ativos, e ficar a espera de uma melhora para os inativos, que só acontece depois de muitas lutas na justiça.difício também é, saber que jovens ao ingrssarem na pm, tém a espectativa de crescer na instituiçao, e infeslismente aconterce fatos que param com essas espectativas, e gera o descarte, pois aquele ou aquela, se não mais produz, não serve mais! e os nossos patrões" procuram evitar gastos, essa é a realidade cruel. Eu oro pelos meus irmãos que estão na ativa, pra que Deus os protejam, para não terem suas carreiras estacinadas na reforma, ou até mesmo seifadas, por individos crueis, que o mundo está cheio, onde os direitos humanos chamam de cidadão. Cosmo pm ref.

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