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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SP ganha radares que detectam carros roubados em segundos


Ao todo, 42 equipamentos passaram a funcionar em 24 estradas.
Em novembro, 61 radares móveis serão instalados em carros.

Paulo Toledo Piza Do G1 SP, em Araçariguama
Simulaçao de abordagem na Rodovia Castello BrancoSimulaçao de abordagem na Rodovia Castello Branco (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Um sistema inovador de detecção de veículos em situação irregular começou a operar nesta quarta-feira (15), nas rodovias que cortam o estado de São Paulo. Implementado em 24 estradas, os 42 radares fixos conseguem identificar por meio de câmeras as letras e números das placas e, em até 4 segundos, levantar se o carro foi furtado, roubado ou tem problemas na Justiça.
Por questão de segurança, a Secretaria de Estado dos Transportes não informou os pontos onde os radares estão instalados. Sabe-se apenas que eles ficam em pontos estratégicos, a poucos quilômetros das bases da Polícia Militar Rodoviária.
O sistema funciona da seguinte maneira: quando o veículo passa pelo equipamento, sua placa é registrada e encaminhada, via rádio, para a base da polícia. Lá, os dados são dirigidos para um banco de dados do governo que levanta se o carro está em situação regular. Caso seja detectado algum problema, um aviso sonoro e outro visual alerta o agente, que pode fazer a abordagem do veículo na estrada. O tempo médio entre o alerta e a chegada do veículo suspeito ao posto de polícia é de 54 segundos.
Além dos radares fixos, outros 61 móveis, instalados em carros da corporação, passarão a funcionar em novembro. O custo total do sistema, incluindo instalação, equipamento e manutenção, ficou em cerca de R$ 11 milhões. O contrato vale durante 17 meses para os radares fixos e 15 para os móveis.
Todas as placas fotografadas pelos radares ficarão registradas em arquivos do governo. “Isso criará um banco de dados que irá proporcionar um melhor trabalho de inteligência da polícia”, afirmou o coronel da PM Jean Charles Oliveira, comandante do policiamento rodoviário de São Paulo. “Teremos mais dados sobre o movimento nas rodovias”, concluiu o coronel.
Simulação
Na tarde desta quarta, policiais rodoviários de um posto na Rodovia Castello Branco, em Araçariguama, a 53 km de São Paulo, simularam uma abordagem. Dois veículos que constam no sistema do governo como roubados passaram pelo km 44 da estrada, no sentido interior. Ao detectar as placas, os computadores da base emitiram um sinal sonoro e suas telas ficaram em vermelho. Ao lado das fotos, dados do veículo, como os modelos, as cores e as cidades de origem, dividiam o espaço com a seguinte descrição: roubo.
Policiais prontamente correram para a pista, pediram para que os outros veículos diminuíssem a velocidade e, segundos depois, localizaram os carros suspeitos. Os motoristas foram levados até o acostamento e revistados. Se fosse uma abordagem real, eles seriam presos e encaminhados a um Distrito Policial.
“No ano passado, 180 mil veículos foram roubados ou furtados em todo o estado de São Paulo”, afirmou o secretário-adjunto dos Transportes, Silvio Aleixo, reiterando a importância desse tipo de sistema.
Confira como são feitas a detecção e a abordagem da polícia.
Policial (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
 
Policial aguarda em posto da Polícia Militar Rodoviária na Rodovia Castello Branco, altura de Araçariguama
Detecta (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
 
Radar detecta veículo roubado e alerta policiais
Paradas(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
 
Agentes se posicionam em frente ao posto policial
Abordagem(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
 
Policias fazem abordagem de veículo suspeito
Revista(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
 

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