VISITANTE Nº

contador de visitas

domingo, 2 de outubro de 2011

Entre os 25 oficiais investigados está o general Enzo Peri, comandante da Força


DA REDAÇÃ0
 
FOTO: ANTONIO CRUZ/ABR - 25.8.2011
Suspeito. General Enzo Peri (esq.) foi citado na representação que deu origem às investigações
Investigação iniciada pela Procuradoria-Geral da República em 15 de agosto já identificou um rombo nos cofres públicos que pode passar de R$ 15 milhões entre 2003 e 2009. O esquema, que envolve a cúpula do Exército, teria desviado valores por meio de licitações fraudadas, superfaturamentos e pagamentos duplicados. As informações são da "Carta Capital" deste fim de semana.
Na representação que deu início aos trabalhos, o Ministério Público Militar solicitava investigação "em desfavor" do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. Segundo a revista, o escândalo pode ser "o mais ruidoso da Força em seus 363 anos de história". O inquérito, porém, estaria parado.

Além do comandante, são investigados 24 oficiais de várias patentes - incluindo sete generais e oito coronéis. Os valores foram calculados pelo Tribunal de Contas da União.

Mas o rombo, especula a publicação, pode ser ainda maior. Um dos envolvidos - o major Washington Luiz de Paula, acusado de montar a rede de empresas fantasmas - tem uma fortuna que surpreendeu os investigadores.

O militar, que tem renda bruta mensal de cerca de R$ 12 mil, teria um patrimônio de até R$ 10 milhões em imóveis, incluindo um apartamento estimado em R$ 880 mil, na avenida Atlântica, em Copacabana, bairro nobre do Rio.

Ele teria ainda duas casas na Barra da Tijuca, avaliadas em R$ 2,9 milhões cada. Em nome do sogro dele, que recebe aposentaria de R$ 650, estaria registrado um apartamento de R$ 2,8 milhões na mesma região. O inquérito revela ainda que o major movimentou mais de R$ 1 milhão em sua conta em apenas um ano.

Os generais têm foro privilegiado e só podem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM) - até hoje, só um general foi condenado, mas, depois, foi absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF).

No início da investigação, o Centro de Comunicação do Exército divulgou nota afirmando que "não cabe à Força nem aos militares citados emitir qualquer posicionamento sobre o assunto".

Nenhum comentário:

Postar um comentário