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terça-feira, 4 de outubro de 2011

EXTRA DIRETO DE PERNAMBUCO Eduardo Campos e a mãe pagaram R$ 300 mil por locadora de carro de filiado ao PSB



Brasília O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a mãe dele, a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE), já pagaram cerca de R$ 300 mil em verbas públicas a uma locadora de automóveis de uma filiada ao PSB.
A BSB Locadora não tem carros suficientes para cumprir seus contratos, não possui site nem número na lista telefônica e tem como endereço uma sala fechada na periferia de Brasília. Graças à mobilização feita pelo filho, Ana Arraes foi eleita na semana passada para o TCU (Tribunal de Contas da União), órgão que fiscaliza o uso de verba pública.
A relação de Campos e de Ana Arraes com a locadora extrapola os serviços fornecidos oferecidos pela empresa. A sócia majoritária da BSB, Renata Ferreira, é filiada ao PSB -legenda presidida pelo governador.
Renata resolveu entrar no partido em outubro de 2009, uma semana depois de ter vencido uma licitação para fornecer automóveis para a representação do governo pernambucano em Brasília.
Renata também tem emprego, como terceirizada, no Ministério de Ciência e Tecnologia, que no governo Lula foi comandado pelo PSB -no primeiro mandato, foi dirigido pelo próprio Campos.
O pai dela, Esmerino Ferreira, trabalha no gabinete de Ana Arraes desde 2007. Antes, foi o motorista de Campos entre 1998 e 2006. No cabeçalho das mensagens enviadas pelo fax da casa da dona da locadora, não aparecem os nomes da empresa ou dos proprietários -mas o de “Eduardo Campos”.
A locadora foi criada em 21 de julho de 2008. Segundo um dos sócios, a empresa não tinha veículos no início e usava carros da família, por conta das dificuldades para obter financiamento.
Até que, no ano seguinte, ganhou o contrato do governo de Pernambuco. Com um capital social de R$ 8 mil, a BSB Locadora já faturou mais de R$ 540 mil de verbas públicas. A empresa recebeu R$ 210 mil do governo de Pernambuco na gestão de Campos, outros R$ 93 mil do gabinete de Ana Arraes, segundo dados oficiais dos dois órgãos.
Recebeu, ainda, R$ 40 mil do PSB nacional, de acordo com notas fiscais que a Folha obteve, de 2009. Nos quatro dias em que a Folha foi até a locadora, na cidade satélite de Samambaia, a sala estava trancada por uma porta de vidro.
Dentro há uma mesa, um computador antigo e um telefone, além colchões velhos e material para festas infantis. A placa na fachada registra um telefone celular, que não existe há quase um ano, e um email, do qual a reportagem não obteve resposta.
Os vizinhos dizem que a empresa vive fechada e que só trabalha para políticos. A BSB Locadora hoje tem registrado em seu nome cinco carros, avaliados em R$ 275 mil. O número é insuficiente para atender a todos os clientes simultaneamente.
A Folha apurou que a empresa deveria ter pelo menos oito automóveis. O governo de Pernambuco pagou em 2010 cerca de R$ 90 mil para ter três veículos à disposição.
O governo e a empresa se contradizem: o contrato foi ampliado para o aluguel de quatro carros, mas a empresa diz que só aluga três.
Licitação
O governo de Pernambuco afirma que o contrato com a BSB Locadora foi regular e feito com licitação. Em nota, Eduardo Campos diz que o fato de a dona da empresa ser filiada ao PSB não teve relação com a contratação e negou que a tenha indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Sobre o fato de o fax da empresa trazer o nome “Eduardo Campos”, sua assessoria diz que ele deu um aparelho particular a Esmerino Ferreira, ex-motorista dele e pai da dona da locadora. Disse que é “mero esquecimento” o fax levar sua assinatura.
A assessoria de Ana Arraes diz que a locadora foi contratada pois ofertou o menor preço e que as prestações de conta foram aprovadas pela Câmara. Diz que não há relação entre a contratação e o fato da empresa pertencer à família de um funcionário. “O que importa, o que é relevante, é que a empresa tenha condições de manter o objeto do contrato.”
Renata Ferreira, dona da BSB Locadora, informou que os serviços são prestados e que terceiriza carros quando o total não é suficiente. Disse ainda que a loja estava fechada porque um sócio cuidava da mulher, que está doente.
Renata se recusou a listar quem recomenda a locadora: “Pergunte aos deputados”. Disse ainda que aluga carros para eventos e casamentos. Por último, negou que ser filiada ao PSB e o pai trabalhar para Ana Arraes tenha beneficiado sua empresa.

fonte (Com informações da Folha de S. Paulo).

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