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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Polícia reforça ofensiva salarial após ações no Rio


Embalados pela repercussão positiva das operações de ocupação na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, no Rio, os policiais cariocas prometem aumentar a pressão para a aprovação da proposta de emenda constitucional 300 (PEC 300), que cria o piso nacional para a categoria.

A faixa, pendurada bem ao lado do quartel-general das forças que atuam na ocupação no complexo de favelas na zona norte do Rio, denuncia: 'R$ 30 por dia: valor da vida de um policial e de um bombeiro no Rio de Janeiro.' Bem ao lado, a inscrição 'PEC 300/2008' mostra que, após o sucesso da invasão do Complexo do Alemão, o momento é adequado para as reivindicações. 'Agora temos o apoio de toda a população. Ir contra a PEC é ir contra todo mundo que apoia a Polícia do Rio', explicou um policial militar que não quis se identificar com medo de represálias.

Policiais que participavam das operações no Alemão reclamavam das condições de trabalho e do salário. 'É mentira isso que estão falando, que policiais se apresentaram voluntariamente para ajudar. Foi ordem direta. Agora, estamos trabalhando extra, sem ganhar nada a mais por isso, e com um salário mal pago', disse outro PM, que pediu anonimato.

Apoio. Moradores da Penha que assistiam à movimentação das tropas concordaram. 'Os policiais estão mostrando o valor deles, que não corresponde com o que eles ganham', afirmou o diretor administrativo Elias Matias, de 44 anos.

Para o presidente da Associação dos Ativos e Inativos da Polícia e Bombeiros Militares (Assinap), Miguel Cordeiro, a polícia fluminense é a mais mal paga do Brasil. 'Hoje, um policial no Rio tem vergonha de falar que é policial, o salário é ridículo', disse. 'Se nossos policiais ganhassem bem, toda a população sairia ganhando', acrescentou.

Atualmente, um policial militar em começo de carreira no Rio ganha cerca de R$ 900 por mês. Caso a PEC seja aprovada, o piso poderia passar para R$ 3,5 mil (quase quatro vezes mais), enquanto o governo federal não fizesse um projeto de lei com um valor definitivo para o piso. Grande parte do financiamento viria dos cofres federais - segundo cálculo do Ministério do Planejamento, o impacto no orçamento seria por volta de R$ 46 bilhões.

Por isso, a aprovação da PEC está emperrada desde 2008, quando foi proposta. Houve pressão para que ela fosse aprovada antes das eleições - a Câmara chegou a aprovar o projeto em primeiro turno, mas ele ainda não voltou à pauta por falta de acordo. O atual e futuro ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou ser contra a aprovação da proposta. 2011, para ele, é ano de contenção fiscal


fonte:

Vida de Bombeiro





Para ministro do STF, União tem de se envolver na área de segurança

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira que a União tem de se envolver na área de segurança pública e não pode deixar os problemas apenas para os estados. Mendes defendeu uma estratégia nacional que aumente as ações da Polícia Federal e das Forças Armadas na área. Mendes recebeu nesta manhã a Comenda da Ordem do Congresso Nacional em cerimônia na Casa. “Um tema que temos que colocar na pauta é discutir a segurança pública como um problema nacional. A União tem de se envolver neste tema. Não pode dizer apenas que é um problema dos estados e se precisar nós ajudamos”, afirmou o ministro. (G1)

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