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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A CULTURA PERVERSA DAS GRATIFICAÇÕES

Governos estadual e federal, além da Prefeitura do Rio, vão ampliar gratificações a servidores.

Para a diretora de escola Sueli Gaspar, a gratificação é uma forma de parabenizar o servidor / Foto: Bruno


 FONTE: Gonzalez / Agência O Globo


                Mario Campagnani

Prática comum na iniciativa privada, a gratificação por desempenho tem sido adotada com sucesso pelo poder público, como no caso das polícias civil e militar do Rio, que receberão abonos dobrados do governo, por terem superado as metas de redução da violência. A fórmula agora será aplicada a outros 18 órgãos e secretarias este ano, podendo beneficiar mais de 11 mil servidores estaduais ativos. A Prefeitura do Rio e a União, que já contam com planos de metas, têm previsões de expansão das gratificações. O que era exceção está se tornando regra.


Somando o estado e o município do Rio, 15 mil funcionários serão incluídos nos planos de metas este ano. Mas o pagamento das bonificações deve ocorrer só em 2012. A União não tem essa estimativa. No caso do governo estadual, o secretário de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, explica que vai contratar, em março, uma consultoria para ajudar na criação de uma política global de remunerações dos estados:


— Temos previsão de planos para órgãos e institutos, como o Ipem e o Detran, e o quadro administrativo da Uerj. Pretendemos começar por eles para irmos para outras pastas, como a da Saúde, que exigem planejamento mais detalhado.


A política da União é diferente daquela aplicada no estado. Feita por pontos, ela não é paga em forma de abono anual, mas, sim, incluída na remuneração, sendo que há um mínimo de 30 pontos e um máximo de 100. Até dezembro de 2010, 63 institutos, órgãos e ministérios dos 84 que tinham projetos prevendo a política de gratificação já estavam com a proposta implementada.


— A nossa previsão é a de que, até agosto deste ano, ela estará implementada em 100% — disse a coordenadora geral de Avaliação de Desempenho no Ministério do Planejamento, Simone Velasco.


Fonte: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/governos-estadual-federal-alem-da-prefeitura-do-rio-vao-ampliar-gratificacoes-servidores-1066481.html


 Nota - André Schirmer - Mais uma forma de iludir o servidor. A curto prazo está tudo muito bom e tudo muito bem, mas e quando o servidor se aposentar, a gratificação será incorporada?? E se o servidor tirar licença, por doença ou por ser um direito que ele tem, continuará recebendo gratificação??


Além dos questionamentos anteriores surgem muitos outras considerações: os critérios para que se faça jus a gratificação não são bem definidos nem transparentes; os servidores inativos, que tanto já contribuíram, continuarão na situação em que estão e os futuros inativos também chegarão lá; obviamente não serão todos os servidores contemplados, além de muitas outras coisas.


Essa atitude do Estado nas 3 esferas de atuação, federal, estadual e municipal só reforça a tese de que o servidor so serve quando está na ativa, com seu sangue sendo sugado, pois quando ele não presta mais é deixado de lado e substituído por outro que é iludido pelas gratificações que causam uma sensação (falsa) de estar sendo valorizado. Não podemos nos curvar a essa política perversa, apesar da necessidade pela qual passamos, precisamos exigir SALÁRIOS melhores e não a volatilidade das gratificações, pois elas dependem da vontade de quem está no poder e os salários não. Mesmo assim alguns ainda tentam nos prejudicar com seu desrespeito, fazendo com que tenhamos que perder tempo e dinheiro recorrendo à justiça para conseguirmos obter um direito que é nosso.

Enquanto isso, políticos ganham pensão (gorda) vitalícia, pseudo-vítimas da ditadura ganham fortunas (às nossas custas) e a festa da reeleição do Presidente do Senado é bancada por nós.


Eu bem que poderia ter nascido no Egito.

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